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O QUE É?

O HPV é um vírus que infecta exclusivamente os seres humanos e ataca as células do epitélio da pele e da mucosa. A ação do vírus sobre as células da pele
favorece a formação de tumores, a maioria deles pequenos e benignos, tais como as verrugas comuns de pele ou as verrugas genitais. Porém, quando área infectada é a mucosa do colo do útero, da vagina, do pênis ou do ânus, o vírus pode induzir a formação de tumores malignos, gerando, por exemplo, o câncer do colo do útero e o câncer anal.


Também é possível a transmissão do HPV de mãe para filho no momento do parto, devido ao trato genital materno estar infectado. Entretanto, somente um pequeno número de crianças desenvolve a papilomatose respiratória juvenil.

HISTÓRIA

Reconhecida inicialmente por Hipócrates (o pai da medicina), foi depois descrita como verrugas da pele, na Era Romana. O HPV foi confundido diversas vezes com outras doenças como, no século XVIII, foi confundido com o sífilis, e posteriormente confundido com a gonorreia.

Depois de dois séculos (Século XX), foi quando houve evidências de as verrugas serem sintomas de um vírus. Nos últimos 30 anos, estudos mais específicos revelaram que essas verrugas são causadas pelo HPV; e nos últimos 20 anos foi comprovado que o HPV não está relacionado com a herpes vírus.

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O Prêmio Nobel de Fisiologia e Medicina de 2008 foi dividido entre os pesquisadores Françoise Barré-Sinoussi e Luc Montagnier, pesquisadores franceses responsáveis pela descoberta do HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana), e Harald zur Hausen, um alemão que estabeleceu a relação entre o HPV e o câncer de colo de útero. Segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer), o câncer de colo de útero é o quarto tipo de tumor mais incidente entre as mulheres. Esse tipo de tumor é responsável, em média, por 265 mil óbitos por ano.

CONTEXTO CIENTÍFICO

O que torna o papiloma vírus humano um problema sério de saúde pública é a sua capacidade de provocar alguns tipos de câncer. Sendo um vírus que infecta exclusivamente os seres humanos e ataca as células do epitélio da pele e da mucosa. Gerando assim, variações cutâneas como a classificação sugere essa turma de papiloma vírus humanos, da qual fazem parte os tipos 1 e 2, invade a pele e está por trás do surgimento de verrugas, especialmente nas mãos e nos pés; e os genitais que são os HPVs transmitidos sexualmente. Há os de baixo risco, como os tipos 6 e 11, que provocam verrugas – bem incômodas, é verdade – no pênis, na vagina ou no ânus. E completam o bando os vírus de alto risco, caso dos tipos 16 e 18 estreitamente associados com o aparecimento do câncer, sobretudo o de colo de útero.

 

O diagnóstico de HPV, normalmente a descoberta acontece em algum exame de rotina, como o papanicolau, colposcopia, vulvoscopia, peniscopia ou anuscopia. Nesses exames pode ser usado um reagente corante, que facilitará na procura de lesões feitas com um aparelho especial, que permite visualizar com um aumento a superfície da pele e das mucosas. Existem dois exames que demonstram o tipo, a carga viral ou até marcar se esse HPV é ou não oncogênico como o teste genético PCR e o teste de captura híbrida.

SINTOMAS

A infecção causada pelo HPV pode ser assintomática ou provocar o aparecimento de verrugas com aspecto parecido ao de uma pequena couve-flor na pele e nas mucosas. As verrugas genitais podem aparecer dentro de semanas ou meses após o contato com um parceiro portador de HPV. É menos comum que as verrugas genitais apareçam anos após a exposição ao vírus. Se a alteração nos genitais for discreta, será percebida apenas através de exames específicos. Se forem mais graves, as células infectadas pelo vírus podem perder os controles naturais sobre o processo de multiplicação, invadir os tecidos vizinhos e formar um tumor maligno como o câncer do colo do útero e do pênis.


O vírus do HPV pode ser eliminado espontaneamente, sem que a pessoa sequer saiba que estava infectada. Uma vez feito o diagnóstico, porém, o tratamento pode ser clínico (com medicamentos) ou cirúrgico: cauterização química, eletro cauterização, crioterapia, laser ou cirurgia convencional em casos de câncer instalado. Algumas vezes, as infecções com HPV não são eliminadas. Isto pode provocar alterações celulares que, ao longo de muitos anos podem provocar câncer.

TRATAMENTO

Existem diversas opções de tratamento para os sintomas do HPV, que são usadas conforme o tipo de manifestação do HPV (se ele é uma lesão ou uma verruga) e também o seu grau e a localização da lesão ou verruga. Elas podem ser feitas nas lesões clínicas e subclínicas.

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Lesões pequenas, em pequena quantidade ou mais externas podem ser tratadas como cremes e ácidos. Um dos mais usados é o ácido tricloroacético, mas existem outras opções.A retirada da lesão pode ser feita de diversas formas. Uma das técnicas mais utilizadas é a cauterização a laser, em que o feixe de luz é direcionado na lesão, queimando-a.

ASPECTOS PSICOLÓGICOS

O diagnóstico da infecção por HPV pode trazer grande impacto social e psicológico para homens e mulheres. A natureza sexualmente transmissível e a possibilidade de desenvolver as doenças relacionadas ao vírus podem causar estresse, baixa autoestima e ansiedade, assim como abalar a vida de um casal.

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Em um estudo redigido por três enfermeiras, Danielle Teixeira, Sarah Maria e Rosiléa Alves(2005, Resumo) em um artigo a respeito dos desafios das pessoas portadoras do vírus HIV, foram analisados os sentimentos vivenciados frente à descoberta da patologia e à mudança no relacionamento após o diagnóstico da doença, havendo-se construído duas temáticas: A primeira referente às reações emocionais, de onde emergiram as categorias: medo e preocupação; tristeza e impotência diante da cura; surpresa; traição, culpa, raiva e indiferença diante dos resultados; e a segunda relativa às repercussões no relacionamento que permitiram a distribuição nas categorias: descontinuidade da relação com mudança de atitude do casal, separação, sem interferência na relação e negação diante da doença.

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